Porque é que Cristo Ressuscitou?

Que Cristo saiu corporalmente e com vida da tomba de José de Arimateia, na qual ele foi deitado depois de ser crucificado, é a característica mais distinta do testemunho dado pelos apóstolos após a sua ascenção. Isto pode ser verificado em Actos 2:32; 3:15; 4:10; 5:30; 10:40; 13:30, e muitas outras referências. Em vez de reterem o seu testemunho quanto a este facto, caminharam antes para a morte por esse motivo. O ensino cristão professa crer e continuar este testemunho, no entanto, quantas pessoas podem dizer que acreditam literalmente na ressurreição de Cristo? Mesmo até teólogos profissionais interpretam a doutrina de tal maneira que já não vale a pena nunca mais, tê-la como um facto literal. A razão pode ser encontrada na crença não-Escritural de que: "Não há morte - é só a aparência, não passa de transição". Se não há morte, não há ressurreição não passará de mera tradição sem raízes, que com o tempo, murcha e morre. Teorias de expiação pelos pecados têm também contribuido para minar a crença na ressurreição por reduzir ao mínimo a sua necessidade. Se Cristo ao morrer pagou a nossa dívida de tal forma que nós estamos livres, a nossa salvação deve-se à sua morte sómente. Por isso há igualmente pouca necessidade na sua ressurreição, uma vez que o único objectivo da sua morte era o influenciar a humanidade com um exemplo sublime de amor. Apesar disso os apóstolos ensinam nas mais simples palavras, que se Cristo não ressuscitou, a sua morte na cruz foi - sem fruto. "E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados" (1 Coríntios 15:17). Porque é que a ressurreição de Cristo foi uma necessidade, para a salvação humana ser possível? Porque, sem um Cristo ressiscitado e vivo, (sendo assim a justiça de Deus préviamente declarada na sua crucificação não podia ter havido perdão de pecados, nem se conseguido a imortalidade seguinte após a sua morte. Deus não pode "encarar" o pecado. A expulssão de Adão do Eden no princípio, e Deus ter pecadores "à distância" desde então, exemplifica a Sua relação com o pecado, o qual é tanto uma "lei estabelecida" como qualquer outra lei física do universo.